Desenvolvimento Consciente

As palavras desenvolvimento consciente vêm juntas; se você não pode manter a presença da mente, como pode se desenvolver? Manter conscientemente a presença da mente é nutrir sua natureza. Antes de seu despertar, é essencial nutri-la conscientemente; mas depois de desperta, é essencial examiná-la introspectivamente. Idéias subjetivas devem ser superadas, e assim que o são, nutrir a consciência torna-se novamente essencial. 

Aplique essa seqüência sucessivamente, sem permitir qualquer interrupção.
Manter a presença da mente não é questão de usar esforço para mantê-la. Simplesmente seja puro, tendo o mínimo possível de desejos – isso é manter a presença da mente.
Devemos perceber que esta mente vem quando estamos conscientes, e se vai quando não o estamos. Como lograr estar sempre consciente, de modo que a mente não se afaste? Mas isto é somente uma questão de familiaridade. Tenho visto pássaros selvagens sendo capturados; não são aves domésticas, mas porque se acostumaram e se familiarizaram, não partem, mesmo se incitados a isto. Nossa mente está aqui, em nosso próprio coração – se desenvolvermos familiaridade com nossa mente, haverá alguma razão para temer perdê-la?

Mestre Zhu disse: “o trabalho de nutrir o fundamental é interrompido muito facilmente. Todavia, tão logo você percebe a interrupção, este é o ponto de retomada. Se concentre em trazer a mente de volta o tempo todo, momento a momento, até haver espontânea continuidade, transformando tudo numa mesma unidade”.
Aqueles nos quais vitalidade, energia e espírito têm nutrição e florescimento adequados, viverão; aqueles que os perdem, morrerão. Tente examinar isso no curso de um dia – quanto de nutrição adequada e quanto de dispersão e perda eles realizam? Nessas condições, você será capaz de saber sobre a vida e a morte, sem emprego das artes divinatórias.

A obra do Caminho requer grande intimidade com cada dia que passa, com cada hora que se vai. Desse modo, você vai desenvolvendo uma familiaridade espontânea, se unificando no Caminho.

Fonte: meditação Taoista

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Tai Chi Chuan é vida saudável 

O processo da prática do Tai Chi Chuan dará às pessoas a possibilidades de levarem vida saudável, livres de doenças, prolongando os seus dias de vida e oferecendo outros benefícios, como seja: a saúde psicológica, o cultivo moral, o melhoramento do comportamento, o estabelecimento de uma verdadeira integridade, uma ajuda a si próprio e os outros, o estabelecimento do nível da própria dignidade; autocontrole, autocompostura, e o estabelecimento de uma filosofia otimista para com a sociedade humana. A pessoa torna-se delicada e ao mesmo tempo firme. Isto quer dizer que ela conquistou uma boa realização de sua firmeza central. 

– Grão Mestre Dr. Wu Chao Hsiang

O velho e bom hábito de um bate-papo pode curar doenças psicossomáticas


Hoje, muitas doenças são consideradas psicossomáticas. Analisando o que é esse “psicossomático”, conclui-se que nada mais é que um caminho de energias perversas, que desequilibram o Yang e o Yin do meridiano do corpo, gerando patologias.
Existem síndromes do pânico, depressões, dores polineuríticas, fibromialgias que, no fundo, são todas as não-realizações pessoais. É uma forma de desequilíbrio energético. É a falta, muitas vezes, daquele hábito antigo, de quando as pessoas colocavam a cadeira na calçada e ali faziam sua terapia, batiam papo, jogavam fora suas neuroses, seus problemas. Hoje, por falta de confiabilidade, por medo da “fofoca”, por decepção, por falta de amigos, realmente o ser humano está cada vez mais embutido em suas frustrações, essa energia perversa é descarregada para dentro do próprio organismo, causando, assim, todas as doenças psicossomáticas.

Estuda-se muito o indivíduo isoladamente, esquecendo-se dele como um todo inserido no meio em que vive. A farmacopéia brasileira é muito grande e a farmacologia se aproveita dela, fazendo remédios biossintéticos, cujos efei- tos colaterais, às vezes, são muito maiores que seus efeitos benéficos. Ao contrário, a medicina natural tenta analisar o indivíduo dentro do meio em que vive. O bom terapeuta deve ter presente essa importante noção, não esquecendo de que vai tratar o indivíduo como um todo, não simplesmente sua única e “dita” doença. Como o mecânico, que tira a sujeira do carburador, sem desmontá-lo, faz ajuste de válvulas, aperta as correias e troca as velas, para que o carro fique balanceado por igual.

Fonte: Auriculoterapia – Walter Douglas

Xing Yi Quan – Arte Marcial Chinesa


Imagem estilizada em homenagem ao Mestre Dr. Wu Chao Hsiang praticando Xing Yi.

O Xing Yi Quan, arte marcial chinesa.

Dos estilos internos, o Xing Yi é o mais impetuoso e explosivo, muitas vezes tomando a iniciativa do ataque ao invés de esperá-lo, como os demais.

A origem exata do Xing Yi Quan não é precisa. Atribui-se em geral a criação e o seu desenvolvimento ao famoso General Yue Fei, da Dinastia Song (960-1279), também criador da série de Qi Gong BA Duan Jin. Mas os mais antigos registros escritos podem ser recuados até o século XVIII, com Ma Xueli, de Henan, e Dai Long Bang, de Shaanxi.

Ideograma Xing Yi Quan

O Xing Yi Quan usa recursos mais agressivos e ataques rápidos e diretos. A natureza linear do estilo pode ser atribuída à in uência da técnica de lança no seu desenvolvimento. Apesar de sua aparência dura, angular, ele cultiva a força interna (Nei Gong), que é essencial para se alcançar o poder do Xing Yi.

O objetivo do praticante é atingir o oponente rapidamente e conduzir a luta para um nal através de uma única explosão — a analogia com a luta de lança é útil aqui. Isto é conseguido coordenando o corpo como uma única unidade e usando o foco intenso no Qi.

Eficiência e economia de movimento são as qualidades de um bom praticante de Xing Yi Quan e sua filosofia de combate direta advoga defesas e ataques simultâneos. Existem alguns chutes, mas sempre de âmbito baixo (o que evita os perigos de desequilíbrio envolvido com chutes superiores) e algumas técnicas de nível médio. Suas técnicas são priorizadas para trabalhar dentro de princípios-chave buscando a máxima e ciência, ao invés de possuir valor estético.

Sua base principal reside em cinco técnicas de golpes com os punhos cujo princípio de funcionamento evoca a teoria dos “Cinco Movimen- tos” da Medicina Chinesa – Metal, Água, Madeira, Fogo e Terra.

Dividir  – Pi  – Metal
Perfurar –  Zuan – Água 
Esmagar – Beng – Madeira
Golpear – Pao – Fogo
Cruzar – Heng – Terra

Esse estilo é conhecido por ter um Qigong extremamente poderoso e um extenso trabalho interno, que o habilita a usar grandes quantidades de energia.

O Xing Yi é um estilo moldado para o combate. Toda a sua filosofia e esforço se prendem a uma única idéia: um combate real. Por isso muito de suas estratégias de combate se prende à linha reta, com ligeiras esquivas, para ser mais direto e definitivo. Sempre em frente, sem nunca dar um passo atrás, é o lema deste estilo.

Claro que isso não atrapalha a melhora da saúde, advinda de sua prática, mas o Xing Yi é um estilo muito dinâmico e que traz as suas raízes profundamente enterradas nas lutas pelas quais passou a China no final do século XIX. É um dos mais fortes estilos de Kung Fu já criados e revelou grandes nomes como Guo Yun Shen, Sun Lu Tang e Wang Hsiang Zai (fundador do Yi Quan). Sobre Guo Yun Shen, conta-se que foi um dos mais formidáveis lutadores da história da China e que podia “abrir caminho através da China com apenas uma das mãos”.

Grão-Mestre Wang Te Cheng na postura Santishi, também utilizada para meditação em pé e desenvolvimento do Nei Gong (poder interno).

O Xing Yi enfatiza o uso do punho fechado, ao contrário do Tai Ji e do Bagua. Seus socos são extremamente poderosos e objetivam tirar o oponente de ação ao primeiro golpe. O Grão-Mestre Wang Te Cheng me disse certa vez que achava inconcebível que um oponente se levantasse depois de golpeado por ele. Esse é o espírito desta arte marcial. 


A sua técnica preconiza que o punho permaneça tenso até o instante do impacto, quando ele é subitamente projetado e a energia “explode” no oponente.


Foto oficial com os Professores de Xing Yi Quan Marcelo dos Peixes e Gilberto Werneck ( em Belo Horizonte Maio 2016) ao fundo com a camisa estilizada Mestre Dr. Wu Chao Hsiang. 

Fonte: Os caminhos do Taoismo – Gilberto Antonio Silva

Somos um, sempre


SOMOS UM, SEMPRE
Viemos do oceano infinito do universo.
Manifestamo-nos, da unidade sem-fim, em milhões e bilhões.
Realizado-nos como seres humanos, neste planeta, neste tempo.
Brincamos, no sonho sem-fim, fruindo das vicissitudes das ondas relativas sobre esta Terra.
Nossa vida humana é efêmera, mas nosso sonho é sem-fim.
Vivemos com o dia e a noite, saúde e doença, miséria e felicidade, tristeza e alegria — ascensão e queda, continuamente;
Mas nosso sonho nunca muda, nossa origem universal nunca acaba.
Desfrutemos, todos juntos, deste planeta, enquanto estivermos aqui.
Quando voltarmos ao universo infinito, digamos uns aos outros:
Somos eternamente um oceano infinito.
E que nos encontramos de novo
Quando nos manifestarmos neste mundo relativo.

– Michi Kushi, mentor dos exercícios para saúde e o bem estar de Do In.

Tratando o Tai Chi Chuan como uma arte marcial

Tai Chi Chuan como Arte Marcial

Tratando o Tai Chi Chuan como uma arte marcial com fundamentos taoístas, segue um trecho sobre a Alquimia que busca a natureza essencial do homem, a consciência pura. Para aprofundar a reflexão do Tai Chi Chuan para além de uma prática biomecânica.

“Em uma pessoa comum, normalmente é a consciência que comanda a força vital e é a força vital que sustenta a consciência. Mas a força vital da pessoa, por si, não possui consciência, e a sua consciência, em si, não tem força vital. O alquimista, como resultado da sua prática, aspira a fusão dos dois. Espera chegar ao ponto que sua consciência seja, neste momento, a própria força vital, e a força vital a própria consciência.

É como se cada célula, cada miligrama de energia do seu corpo possuísse consciência. Por exemplo, o dedinho da sua mão não pensa, quem pensa e manda é o cérebro. Imagine como seria se o polegar pensasse, a unha também, e não só a unha, mas cada célula que compõe a unha! E imagine se não fosse somente a célula que pensasse mas também a energia que faz com que a célula esteja viva! Ampliando para o corpo inteiro, de repente tudo pensaria de uma forma universal, tudo possuiria consciência universal e pura. Neste momento a dualidade estará anulada e não é mais possível distinguir entre consciência de um lado e energia de outro: essa dualidade deixou de existir. A energia é totalmente consciente, consciência pura, a consciência é absolutamente energética, energia pura. A energia está em toda parte do universo e, através da energia como ponte, sua consciência é capaz de observar todo universo. Se sua consciência pode chegar a toda parte do universo através da energia, é porque sua energia possui consciência e se conecta com tudo. É nessa hora que a sua consciência alcança a plena iluminação, a plenitude da consciência. É como se a ela se ampliasse infinitamente, para toda parte. Esse é o momento da perfeita iluminação.”

(Wu Jyh Cherng – Trecho do livro – Iniciação ao Taoísmo – Vol. 2 – RJ, Editora MauadX, 2006, pp 54-5.)

Os benefícios da prática regular do Tai Chi Chuan

É comum algumas pessoas perguntarem – e até mesmo desacreditarem – como exercícios tão lentos e suaves podem resultar em efeitos tão poderosos e salutares à saúde. A resposta está na respiração coordenada com movimentos que obedecem a um padrão rítmico, no poder que dela emana. Os movimentos de puxar, empurrar, torcer, exionar, erguer, abaixar, chutar, saltar, caminhar, esticar, dobrar, apertar, arrastar, curvar, girar, rodopiar, abrir, fechar, contrair, expandir…, ainda que predominamtemente executados de forma suave, atuam como autêntica e poderosa massagem nos principais pontos de acupuntura e circuitos de meridianos. Esses estímulos resultam em alongamento e desbloqueio dos canais, liberando o fluxo natural do chi (energia vital). Diz-se que o Tai Chi Chuan é a Yoga em movimento, ou também a meditação em movimento. Poder-se-ia, de certa forma, também dizer: é acupuntura sem agulhas.
O fato é que os movimentos do Tai Chi Chuan, pela sua beleza, leveza e circularidade, têm o poder de atrair nossa atenção de forma extraordinária. Esses movimentos nascem no cérebro (com a intenção em realizá-los), as forças que os sustentam e animam fluem de baixo, avançando dos pés para as pernas até alcançar o baixo ventre, e da cintura – o grande “eixo” do nosso organismo – partem os comandos de movimentação de todo o corpo, para afinal serem expressos principalmente pelas mãos. Começamos, então, acompanhando com os olhos (“os espelhos da alma”, “aonde vai o olhar, lá estará nossa energia”) a movimentação das mãos, sentindo as conexões  do tronco, a rotação dos quadris, o giro suave da cintura, a lentidão, firmeza e suavidade dos passos, a leveza do corpo, a respiração desacelerando… Aí, como se fechassem todas as comportas mentais, só existindo uma janela para um pensamento, um foco: a realização de cada movimento. Nesse nível de relaxamento, os meridianos são alongados, os bloqueios energéticos vão lentamente se dissipando. Entra-se literalmente num estágio de meditação, porque meditamos exclusivamente no movimento, na construção de cada forma, cada gestual, tão intimamente abstraídos no silêncio que os ruídos externos quase passam despercebidos. E, naturalmente, com o chi circulando mais livre, os mecanismos internos de funcionamento do corpo são realizados de forma mais completa. A sensação de equilíbrio e serenidade não se perde. Como em conta gotas, nós a vamos acumulando a cada prática, a cada exercício. E em pouco tempo poderemos observar como nos sentimos mais dispostos, mais calmos, mais conscientes, mais prontos para enfrentar as rotinas e as novidades de cada dia. Somos beneficios física, mental e espiritualmente. 
Benefícios no plano físico:

  • aumento da exibilidade dos músculos e das articulações , notadamente da coluna;
  •  mais equilíbrio e força muscular, principalmente nas pernas;
  • aprimoramento da postura e coordenação motora; 
  • melhora no funcionamento do sistema imunológico;
  • aumento da capacidade respiratória ,produzindo maior
    oxigenação dos órgãos e tecidos; 
  • equilíbrio da pressão sanguínea;
  • redução de dores musculares; 
  • desenvolvimento de habilidades marciais. 

Beneficios no plano mental:

  • controle do estresse; 
  • relaxamento;
  • aumento do poder de concentração; 
  • bem-estar e sensação de paz interior; 
  • habilidade para estar no “aqui e agora”.

A sensação de equilíbrio e serenidade não se perde. Como em conta gotas, nós a vamos acumulando a cada prática, a cada exercício. E em pouco tempo poderemos observar como nos sentimos mais dispostos, mais calmos, mais conscientes, mais prontos para enfrentar as rotinas e as novidades de cada dia. Somos beneficiados física, mental e espiritualmente.
fonte: Livro Tai Chi Saúde do Ser

Vivam levemente. Liberem a sua própria desordem emocional e a bagagem do passado.


Mestre Kuthumi – Grande Fraternidade Branca

“Vivam levemente. Liberem a sua própria desordem emocional e a bagagem do passado. Como eu disse, é essencial manter a limpeza do seu próprio corpo emocional. Como as camadas de uma cebola, há muitas questões. Portanto, há ainda raiva ou dor sendo retida, que deve ser liberada. É importante que vocês limpem regularmente o corpo emocional. Não permitam que o medo, os ressentimentos ou os julgamentos criem raízes em seu corpo emocional. TRANSMUTEM, TRANSMUTEM E TRANSMUTEM NOVAMENTE. Esta é a chave para que sobrevivam a estes tempos de transição. Como eu disse, reconheçam-no ou o transmutem. Compreendam que tudo é experiência. Compreendam que estão agora terminando a experiência da dualidade. O velho Karma está agora terminando. Qualquer novo Karma que vocês criem, será tratado instantaneamente. Sim, Karma imediato, um aprendizado final de tratar os outros, como vocês mesmos gostariam de ser tratados. Meus amigos, estas simples etapas têm o poder de auxiliá-los intensamente em todas as áreas de sua vida. Se puderem seguir estas orientações que lhes dou agora, experiênciarão um despertar consciente da alma, mais rápido e mais suave. Vocês experimentarão os primeiros passos da Nova Terra. Uma vibração mais elevada através da consciência da alma – a alma viva. (Mestre Kuthumi)”

Jin Li – Saudação ou o cumprimento nas Artes Marciais Chinesas.

Jin Li – (Chin Li).
Saudação ou o cumprimento nas Artes Marciais Chinesas.
Mão esquerda aberta, representando a força Yin (feminino, acolhimento, Lua, Noite e etc.) lado do coração.
Mão direita fechada, representando a força Yang (masculino, ação, Sol, Dia e etc.) lado da razão.
Enfim a saudação mostra que o praticante possui em sua essência as duas forças Yin e Yang, e que elas devem ser complementares, para que haja harmonia em seu treinamento, autodesenvolvimento, em rumo a sua automestria.
As artes marciais tem como objetivo trazer paz e harmonia entre os praticantes, através de um código de conduta e principalmente o respeito.
– Mozart Santos
Studio Alquimia Interior
Terapias Holísticas e Práticas Orientais