O velho e bom hábito de um bate-papo pode curar doenças psicossomáticas


Hoje, muitas doenças são consideradas psicossomáticas. Analisando o que é esse “psicossomático”, conclui-se que nada mais é que um caminho de energias perversas, que desequilibram o Yang e o Yin do meridiano do corpo, gerando patologias.
Existem síndromes do pânico, depressões, dores polineuríticas, fibromialgias que, no fundo, são todas as não-realizações pessoais. É uma forma de desequilíbrio energético. É a falta, muitas vezes, daquele hábito antigo, de quando as pessoas colocavam a cadeira na calçada e ali faziam sua terapia, batiam papo, jogavam fora suas neuroses, seus problemas. Hoje, por falta de confiabilidade, por medo da “fofoca”, por decepção, por falta de amigos, realmente o ser humano está cada vez mais embutido em suas frustrações, essa energia per- versa é descarregada para dentro do próprio organismo, causando, assim, to- das as doenças psicossomáticas.

Estuda-se muito o indivíduo isoladamente, esquecendo-se dele como um todo inserido no meio em que vive. A farmacopéia brasileira é muito grande e a farmacologia se aproveita dela, fazendo remédios biossintéticos, cujos efei- tos colaterais, às vezes, são muito maiores que seus efeitos benéficos. Ao contrário, a medicina natural tenta analisar o indivíduo dentro do meio em que vive. O bom terapeuta deve ter presente essa importante noção, não esquecendo de que vai tratar o indivíduo como um todo, não simplesmente sua única e “dita” doença. Como o mecânico, que tira a sujeira do carburador, sem desmontá-lo, faz ajuste de válvulas, aperta as correias e troca as velas, para que o carro fique balanceado por igual.

Fonte: Auriculoterapia – Walter Douglas

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Xing Yi Quan – Arte Marcial Chinesa


Imagem estilizada em homenagem ao Mestre Dr. Wu Chao Hsiang praticando Xing Yi.

O Xing Yi Quan, arte marcial chinesa.

Dos estilos internos, o Xing Yi é o mais impetuoso e explosivo, muitas vezes tomando a iniciativa do ataque ao invés de esperá-lo, como os demais.

A origem exata do Xing Yi Quan não é precisa. Atribui-se em geral a criação e o seu desenvolvimento ao famoso General Yue Fei, da Dinastia Song (960-1279), também criador da série de Qi Gong BA Duan Jin. Mas os mais antigos registros escritos podem ser recuados até o século XVIII, com Ma Xueli, de Henan, e Dai Long Bang, de Shaanxi.

Ideograma Xing Yi Quan

O Xing Yi Quan usa recursos mais agressivos e ataques rápidos e diretos. A natureza linear do estilo pode ser atribuída à in uência da técnica de lança no seu desenvolvimento. Apesar de sua aparência dura, angular, ele cultiva a força interna (Nei Gong), que é essencial para se alcançar o poder do Xing Yi.

O objetivo do praticante é atingir o oponente rapidamente e conduzir a luta para um nal através de uma única explosão — a analogia com a luta de lança é útil aqui. Isto é conseguido coordenando o corpo como uma única unidade e usando o foco intenso no Qi.

Eficiência e economia de movimento são as qualidades de um bom praticante de Xing Yi Quan e sua filosofia de combate direta advoga defesas e ataques simultâneos. Existem alguns chutes, mas sempre de âmbito baixo (o que evita os perigos de desequilíbrio envolvido com chutes superiores) e algumas técnicas de nível médio. Suas técnicas são priorizadas para trabalhar dentro de princípios-chave buscando a máxima e ciência, ao invés de possuir valor estético.

Sua base principal reside em cinco técnicas de golpes com os punhos cujo princípio de funcionamento evoca a teoria dos “Cinco Movimen- tos” da Medicina Chinesa – Metal, Água, Madeira, Fogo e Terra.

Dividir  – Pi  – Metal
Perfurar –  Zuan – Água 
Esmagar – Beng – Madeira
Golpear – Pao – Fogo
Cruzar – Heng – Terra

Esse estilo é conhecido por ter um Qigong extremamente poderoso e um extenso trabalho interno, que o habilita a usar grandes quantidades de energia.

O Xing Yi é um estilo moldado para o combate. Toda a sua filosofia e esforço se prendem a uma única idéia: um combate real. Por isso muito de suas estratégias de combate se prende à linha reta, com ligeiras esquivas, para ser mais direto e definitivo. Sempre em frente, sem nunca dar um passo atrás, é o lema deste estilo.

Claro que isso não atrapalha a melhora da saúde, advinda de sua prática, mas o Xing Yi é um estilo muito dinâmico e que traz as suas raízes profundamente enterradas nas lutas pelas quais passou a China no final do século XIX. É um dos mais fortes estilos de Kung Fu já criados e revelou grandes nomes como Guo Yun Shen, Sun Lu Tang e Wang Hsiang Zai (fundador do Yi Quan). Sobre Guo Yun Shen, conta-se que foi um dos mais formidáveis lutadores da história da China e que podia “abrir caminho através da China com apenas uma das mãos”.

Grão-Mestre Wang Te Cheng na postura Santishi, também utilizada para meditação em pé e desenvolvimento do Nei Gong (poder interno).

O Xing Yi enfatiza o uso do punho fechado, ao contrário do Tai Ji e do Bagua. Seus socos são extremamente poderosos e objetivam tirar o oponente de ação ao primeiro golpe. O Grão-Mestre Wang Te Cheng me disse certa vez que achava inconcebível que um oponente se levantasse depois de golpeado por ele. Esse é o espírito desta arte marcial. 


A sua técnica preconiza que o punho permaneça tenso até o instante do impacto, quando ele é subitamente projetado e a energia “explode” no oponente.


Foto oficial com os Professores de Xing Yi Quan Marcelo dos Peixes e Gilberto Werneck ( em Belo Horizonte Maio 2016) ao fundo com a camisa estilizada Mestre Dr. Wu Chao Hsiang. 

Fonte: Os caminhos do Taoismo – Gilberto Antonio Silva

Somos um, sempre


SOMOS UM, SEMPRE
Viemos do oceano infinito do universo.
Manifestamo-nos, da unidade sem-fim, em milhões e bilhões.
Realizado-nos como seres humanos, neste planeta, neste tempo.
Brincamos, no sonho sem-fim, fruindo das vicissitudes das ondas relativas sobre esta Terra.
Nossa vida humana é efêmera, mas nosso sonho é sem-fim.
Vivemos com o dia e a noite, saúde e doença, miséria e felicidade, tristeza e alegria — ascensão e queda, continuamente;
Mas nosso sonho nunca muda, nossa origem universal nunca acaba.
Desfrutemos, todos juntos, deste planeta, enquanto estivermos aqui.
Quando voltarmos ao universo infinito, digamos uns aos outros:
Somos eternamente um oceano infinito.
E que nos encontramos de novo
Quando nos manifestarmos neste mundo relativo.

– Michi Kushi, mentor dos exercícios para saúde e o bem estar de Do In.

Tratando o Tai Chi Chuan como uma arte marcial

Tai Chi Chuan como Arte Marcial

Tratando o Tai Chi Chuan como uma arte marcial com fundamentos taoístas, segue um trecho sobre a Alquimia que busca a natureza essencial do homem, a consciência pura. Para aprofundar a reflexão do Tai Chi Chuan para além de uma prática biomecânica.

“Em uma pessoa comum, normalmente é a consciência que comanda a força vital e é a força vital que sustenta a consciência. Mas a força vital da pessoa, por si, não possui consciência, e a sua consciência, em si, não tem força vital. O alquimista, como resultado da sua prática, aspira a fusão dos dois. Espera chegar ao ponto que sua consciência seja, neste momento, a própria força vital, e a força vital a própria consciência.

É como se cada célula, cada miligrama de energia do seu corpo possuísse consciência. Por exemplo, o dedinho da sua mão não pensa, quem pensa e manda é o cérebro. Imagine como seria se o polegar pensasse, a unha também, e não só a unha, mas cada célula que compõe a unha! E imagine se não fosse somente a célula que pensasse mas também a energia que faz com que a célula esteja viva! Ampliando para o corpo inteiro, de repente tudo pensaria de uma forma universal, tudo possuiria consciência universal e pura. Neste momento a dualidade estará anulada e não é mais possível distinguir entre consciência de um lado e energia de outro: essa dualidade deixou de existir. A energia é totalmente consciente, consciência pura, a consciência é absolutamente energética, energia pura. A energia está em toda parte do universo e, através da energia como ponte, sua consciência é capaz de observar todo universo. Se sua consciência pode chegar a toda parte do universo através da energia, é porque sua energia possui consciência e se conecta com tudo. É nessa hora que a sua consciência alcança a plena iluminação, a plenitude da consciência. É como se a ela se ampliasse infinitamente, para toda parte. Esse é o momento da perfeita iluminação.”

(Wu Jyh Cherng – Trecho do livro – Iniciação ao Taoísmo – Vol. 2 – RJ, Editora MauadX, 2006, pp 54-5.)

Os benefícios da prática regular do Tai Chi Chuan

É comum algumas pessoas perguntarem – e até mesmo desacreditarem – como exercícios tão lentos e suaves podem resultar em efeitos tão poderosos e salutares à saúde. A resposta está na respiração coordenada com movimentos que obedecem a um padrão rítmico, no poder que dela emana. Os movimentos de puxar, empurrar, torcer, exionar, erguer, abaixar, chutar, saltar, caminhar, esticar, dobrar, apertar, arrastar, curvar, girar, rodopiar, abrir, fechar, contrair, expandir…, ainda que predominamtemente executados de forma suave, atuam como autêntica e poderosa massagem nos principais pontos de acupuntura e circuitos de meridianos. Esses estímulos resultam em alongamento e desbloqueio dos canais, liberando o fluxo natural do chi (energia vital). Diz-se que o Tai Chi Chuan é a Yoga em movimento, ou também a meditação em movimento. Poder-se-ia, de certa forma, também dizer: é acupuntura sem agulhas.
O fato é que os movimentos do Tai Chi Chuan, pela sua beleza, leveza e circularidade, têm o poder de atrair nossa atenção de forma extraordinária. Esses movimentos nascem no cérebro (com a intenção em realizá-los), as forças que os sustentam e animam fluem de baixo, avançando dos pés para as pernas até alcançar o baixo ventre, e da cintura – o grande “eixo” do nosso organismo – partem os comandos de movimentação de todo o corpo, para afinal serem expressos principalmente pelas mãos. Começamos, então, acompanhando com os olhos (“os espelhos da alma”, “aonde vai o olhar, lá estará nossa energia”) a movimentação das mãos, sentindo as conexões  do tronco, a rotação dos quadris, o giro suave da cintura, a lentidão, firmeza e suavidade dos passos, a leveza do corpo, a respiração desacelerando… Aí, como se fechassem todas as comportas mentais, só existindo uma janela para um pensamento, um foco: a realização de cada movimento. Nesse nível de relaxamento, os meridianos são alongados, os bloqueios energéticos vão lentamente se dissipando. Entra-se literalmente num estágio de meditação, porque meditamos exclusivamente no movimento, na construção de cada forma, cada gestual, tão intimamente abstraídos no silêncio que os ruídos externos quase passam despercebidos. E, naturalmente, com o chi circulando mais livre, os mecanismos internos de funcionamento do corpo são realizados de forma mais completa. A sensação de equilíbrio e serenidade não se perde. Como em conta gotas, nós a vamos acumulando a cada prática, a cada exercício. E em pouco tempo poderemos observar como nos sentimos mais dispostos, mais calmos, mais conscientes, mais prontos para enfrentar as rotinas e as novidades de cada dia. Somos beneficios física, mental e espiritualmente. 
Benefícios no plano físico:

  • aumento da exibilidade dos músculos e das articulações , notadamente da coluna;
  •  mais equilíbrio e força muscular, principalmente nas pernas;
  • aprimoramento da postura e coordenação motora; 
  • melhora no funcionamento do sistema imunológico;
  • aumento da capacidade respiratória ,produzindo maior
    oxigenação dos órgãos e tecidos; 
  • equilíbrio da pressão sanguínea;
  • redução de dores musculares; 
  • desenvolvimento de habilidades marciais. 

Beneficios no plano mental:

  • controle do estresse; 
  • relaxamento;
  • aumento do poder de concentração; 
  • bem-estar e sensação de paz interior; 
  • habilidade para estar no “aqui e agora”.

A sensação de equilíbrio e serenidade não se perde. Como em conta gotas, nós a vamos acumulando a cada prática, a cada exercício. E em pouco tempo poderemos observar como nos sentimos mais dispostos, mais calmos, mais conscientes, mais prontos para enfrentar as rotinas e as novidades de cada dia. Somos beneficiados física, mental e espiritualmente.
fonte: Livro Tai Chi Saúde do Ser

Vivam levemente. Liberem a sua própria desordem emocional e a bagagem do passado.


Mestre Kuthumi – Grande Fraternidade Branca

“Vivam levemente. Liberem a sua própria desordem emocional e a bagagem do passado. Como eu disse, é essencial manter a limpeza do seu próprio corpo emocional. Como as camadas de uma cebola, há muitas questões. Portanto, há ainda raiva ou dor sendo retida, que deve ser liberada. É importante que vocês limpem regularmente o corpo emocional. Não permitam que o medo, os ressentimentos ou os julgamentos criem raízes em seu corpo emocional. TRANSMUTEM, TRANSMUTEM E TRANSMUTEM NOVAMENTE. Esta é a chave para que sobrevivam a estes tempos de transição. Como eu disse, reconheçam-no ou o transmutem. Compreendam que tudo é experiência. Compreendam que estão agora terminando a experiência da dualidade. O velho Karma está agora terminando. Qualquer novo Karma que vocês criem, será tratado instantaneamente. Sim, Karma imediato, um aprendizado final de tratar os outros, como vocês mesmos gostariam de ser tratados. Meus amigos, estas simples etapas têm o poder de auxiliá-los intensamente em todas as áreas de sua vida. Se puderem seguir estas orientações que lhes dou agora, experiênciarão um despertar consciente da alma, mais rápido e mais suave. Vocês experimentarão os primeiros passos da Nova Terra. Uma vibração mais elevada através da consciência da alma – a alma viva. (Mestre Kuthumi)”

Jin Li – Saudação ou o cumprimento nas Artes Marciais Chinesas.

Jin Li – (Chin Li).
Saudação ou o cumprimento nas Artes Marciais Chinesas.
Mão esquerda aberta, representando a força Yin (feminino, acolhimento, Lua, Noite e etc.) lado do coração.
Mão direita fechada, representando a força Yang (masculino, ação, Sol, Dia e etc.) lado da razão.
Enfim a saudação mostra que o praticante possui em sua essência as duas forças Yin e Yang, e que elas devem ser complementares, para que haja harmonia em seu treinamento, autodesenvolvimento, em rumo a sua automestria.
As artes marciais tem como objetivo trazer paz e harmonia entre os praticantes, através de um código de conduta e principalmente o respeito.
– Mozart Santos
Studio Alquimia Interior
Terapias Holísticas e Práticas Orientais

Kuan Yin 观世音菩萨


Na mitologia chinesa, Kuan Yin 观世音菩萨 é conhecida como a Deusa da Compaixão e da Misericórdia. 
Esta Deusa enquanto viveu, percorreu o mundo, viu muita dor e então, jurou proteger e amparar todos os humanos até que o último sofrimento acabe. A MESTRA KUAN YIN TORNOU-SE A INCORPORAÇÃO DA COMPAIXÃO. Ela nos diz que se você cantar seu mantra diariamente, cultivará a compaixão que curará o mundo das mais dolorosas feridas.
Mantra: OM MANI PADME HUM

Kuan Yin é representada com um dragão, pois ele é o símbolo mais antigo da alta espiritualidade, a sabedoria, a força e os poderes divinos de transformação.

OM MANI PADME HUM

Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra).
Significa – Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.
Avalokitesvara alcançou tão elevado grau de espiritualidade, como se tivesse subido a mais alta montanha. Destas alturas, estava para partir à planos ainda mais elevados, e distantes da terra, quando ouviu um gemido que vinha do inconsciente coletivo da humanidade.
O lamento por sua partida. Seu coração encheu-se de compaixão e Avalokitesvara prometeu ficar neste planeta trabalhando e servindo para evolução da humanidade.
Este juramento bodhisatva, é feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca. Eles deixam de seguir as sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados.
Ao recitarmos o Mani Mantra, estamos penetrando a mesma roda metafísica que os Mestres Ascensos e não Ascensos da Grande Fraternidade Branca que estão constantemente empurrando – a Roda da Evolução Espiritual da humanidade.
Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos.
Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o “Mani Mantra”, uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado.
O mantra OM MANI PADME HUM, é fácil de pronunciar e poderoso pois contém a essência de todo o ensinamento.
Muito tem sido escrito sobre este mantra e é impressionante que apenas seis silabas possam atrair tanto comentário importante.
De acordo com Dalai Lama, o propósito de recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras e mente, no puro e louvado corpo, palavra e mente de um Buda.
O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.
Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto.
Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.
OM – A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.

MA – Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.

NI – Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.

PAD – Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança.

ME – Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração.

HUM – Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria.
A senda das seis perfeições é a senda de todos os budas. Cada uma das seis silabas elimina um dos venenos da consciência humana.
OM – Dissolve o orgulho

MA – Liberta do ciúme e da luxuria.

NI – Consome a paixão e os desejos 

PAD – Elimina a estupidez e danos. 

ME – Liberta da pobreza e possessividade.

HUM – Consome a agressão e o ódio. 
Os mantras são freqüentemente, os nomes dos budas, bodhisattvas ou mestres e que o compuseram. Os mantras são investidos com um infalível poder de ação, de forma que a repetição do nome da deidade, transmite as qualidades de sua mente. O nome é idêntico a deidade ou essência da deidade que o compôs e com ele presenteia a humanidade dando a seus irmãos a essência de tudo aquilo que ele atingiu em muitas vidas de esforço e sagrado oficio. Dando o glorioso resultado de seu momentum de sabedoria.
Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do Chenrezig, o bodhisatva da compaixão, conhecido na tradição Mahayana como Avalokitesvara.
O mantra OM MANI PADME HUM, chamado de mani mantra, levanta algumas traduções misteriosas. Diz a tradição que este mantra significa o nome Chenrezig. Contudo, Chenrezig não tem nome, mas ele é designado por nomes. Estes nomes são a taça para a compaixão a benção e a força que ele derrama. Portanto este é apenas um dos nomes de Chenrezig, MANI PADME, colocado entre as duas silabas sagradas OM e HUM.
Parece-nos que Chenrezig, Avalokitesvara e Kuan Yin são os nomes do mesmo buda da compaixão.
OM – Representa o corpo de todos os budas, também o começo de todos os mantras.

MANI – Jóia em sânscrito 

PADME – Lótus ou chakra

HUM – A mente de todos os budas e freqüentemente finalizam os mantras.

MANI – Refere-se a Jóia que Chenrezig segura no centro de suas duas mãos. 

PADME – Refere-se ao lótus que ele segura na sua segunda mão esquerda.
Dizendo MANI PADME estamos nominando Chenrezig através de seus atributos: “Aquele que segura a Jóia e o Lótus”. Chenrezig ou Jóia do Lótus são dois nomes para a mesma deidade.
Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a benção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesmo reúne a benção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade. O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar.
Sendo a deidade e o mantra um em essência, significa que é possível recitar o mantra sem necessariamente trabalhar a visualização. A recitação permanece efetiva.
Cada uma das seis silabas sagradas retêm um efeito purificador genuíno.
OM – Purifica o corpo

MA – Purifica a palavra

NI – Purifica a mente

PAD – Purifica as emoções 

ME – Purifica as condições latentes

HUM – Purifica o véu que encobre o conhecimento 
Cada silaba é ela mesma uma oração
OM – É oração dirigida ao corpo dos budas

MA – É oração dirigida à palavra dos budas

NI – É oração dirigida à mente dos budas

PAD – É oração dirigida às qualidades dos budas

ME – É oração dirigida à atividades dos budas

HUM – Reúne a graça (benção) do corpo, palavra, mente, qualidade e atividade dos budas. 
Estas seis silabas correspondem à transcendental perfeição dos budas secretos.

Salve, Salve sua Luz!

Qi Gong “Prevenir é muito melhor do que remediar”

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O Qi Gong ou Chi Kung é comumente conhecido como o cultivo da Energia Vital, tal energia que nos anima, que nos dá vida que nos coloca em atividade e que nos transpassa a todo o momento, ou seja energia que está disponível do cosmos a todos nós.

 O Qi Gong tem com ênfase à prevenção do que ao tratamento das doenças. Essa é uma visão típica da cultura chinesa que os mestres sempre ensinaram. Pela sensibilidade e pelo autoconhecimento, o indivíduo busca sanar pequenos desequilíbrios para que não ocorram grandes problemas e doenças no organismo. É um conceito diferente da cultura ocidental, que, muitas, vezes enfatiza o tratamento da doença, e não a prevenção. Como expressa o ditado popular, “prevenir é muito melhor do que remediar”; e essa consciência deve ser adota por aqueles que realmente querem viver com boa saúde.

Além de todos os benefícios para a saúde física e mental, o treinamento do Qi gong, também ajuda no desenvolvimento de virtudes como a paciência, o autocontrole, a perseverança, a concentração, o respeito, a confiança e a disciplina, todos proporcionando e desenvolvendo o caminho do autoconhecimento. Por meio dessas virtudes, da prática dos exercícios, da filosofia e da meditação, muitos praticantes alcançam uma grande harmonia entre o corpo, e a mente, trazendo para o seu dia-a-dia uma vida mais tranquila e saudável.

Benefícios comprovados há séculos pela prática constante:

  • Melhora significativa da resistência aeróbica;
  • Melhora da capacidade respiratória;
  • Retarda o envelhecimento precoce;
  • Diminui a perda óssea relacionada à idade e a menopausa;
  • Melhora o alongamento dos músculos e a flexibilidade dos tendões e das articulações;
  • Estimula o sistema cardiovascular;
  • Reduz obstruções nas paredes dos vasos sanguíneos, diminuindo problemas como ateroscleorose, derrames cerebrais e infartos;
  • Proporciona bem-estar emocional, diminuindo o estresse, a ansiedade e a agitação mental;
  • Fortalece o sistema imunológico, prevenindo diversas doenças.

Enfim a prática do Qi Gong pode nos proporcionar o equilíbrio entre corpo, mente e despertar de consciência para uma vida mais harmoniosa.

Fonte: Pa Tuan Chin

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AUTOPERCEPÇÃO – A consciência de si mesmo

2017-artigos_autopercepçãoNossa atenção, de um modo geral, está sempre dirigida para objetos exteriores a nós mesmos. Estamos atentos às pessoas e às coisas que nos cercam, às coisas que por qualquer razão despertam o nosso interesse atual. Quase nunca observamos a nós mesmos. Quase nunca estamos conscientes das nossas ações, e menos ainda das nossas reações. Temos, por assim dizer, nítida consciência do comportamento alheio, mas nenhuma consciência do nosso próprio comportamento.

Nosso pensamento, por outro lado, está constantemente se voltando para o passado ou para o futuro, isto é, para coisas que já fizemos ou que já aconteceram, ou para coisas que vamos fazer ou que esperamos que aconteçam. Isto interfere na nossa atividade atual, dificultando a nossa concentração mental.

Quando estamos de algum modo emocionalmente perturbados ou preocupados (=préocupados), ou quando um interesse maior chama a nossa atenção para outra atividade ou para outro fato, tudo o que estamos fazendo fica de algum modo “contaminado” pelo pensamento nessa outra atividade ou fato predominante. Nestes casos nossa atenção tem dificuldade de se fixar naquilo que estamos fazendo. Fazemos uma coisa pensando em outra, com duplo dispêndio de energia.

Embora isto aconteça com todos, os estudantes especificamente, são as grandes vítimas desta “armadilha”. Seus pensamentos estão geralmente dispersos, e eles vivem, pode-se dizer, a maior parte do tempo no mundo da fantasia.

Podemos dizer que temos duas qualidades de atenção. A atenção involuntária e a atenção voluntária.

A atenção involuntária não depende da nossa vontade. É aquela atenção provocada por um acontecimento qualquer inesperado. Por exemplo, um estampido próximo do local onde estamos, a queda de um objeto que produz um forte ruído, um local fortemente iluminado, um grito de alguém, etc. Nós dizemos que aquilo “nos chamou a atenção”. A nossa atenção foi despertada pelo acontecimento. Também um objeto qualquer pelo qual nos interessamos “chama” a nossa atenção. A criança em geral exercita em alto grau a atenção involuntária. A sua curiosidade faz com que a sua atenção salte a todo momento de um objeto para outro, sem se fixar em nenhum deles.

A atenção voluntária, ao contrário, depende da nossa vontade, exige o exercício da nossa vontade. Sou eu que dirijo a minha atenção para o objeto que eu mesmo escolho ou que me é imposto.

É assim que se dá a percepção dos objetos – pela aplicação da atenção, voluntária ou involuntária.

Temos em geral uma consciência mais ou menos nítida de um objeto, dependendo da importância que ele tenha para nós.

A importância de um objeto somos nós que a damos. Alguma coisa pode ser importante para mim, e não sê-lo para outros. Se um objeto é importante para mim eu posso lhe dar mais atenção (voluntária) do que daria a um objeto não importante. Assim, a consciência que eu tenho de um objeto depende da atenção que eu, voluntariamente, lhe dou.

Entretanto, embora eu tenha a consciência nítida de tudo o que me cerca e do que eu faço, nem sempre tenho consciência de mim mesmo como agente da ação. Embora não nos demos conta disso, nós somos sempre agentes; eu sou o agente que fala, o agente que ouve, o agente que sente, o agente do meu andar, do meu pensar, da minha escolha, etc. As crianças, e a maioria dos adultos, não se dão conta deste seu alheamento de si mesmo.

Você está sentado diante do aparelho de TV. Assiste a um filme, uma telenovela, ou um
noticiário. Você pode se envolver de tal maneira que pode até se emocionar com as cenas exibidas, ou pode ser levado a rápidas reflexões sobre os acontecimentos noticiados, mas em nenhum momento você se dá conta de que você está ali sentado, vendo a televisão. Em nenhum momento você observa a si mesmo vendo a TV. Você tem consciência da TV e de tudo o que se passa na tela, mas não tem consciência de você mesmo como telespectador.

Observe um garoto diante de um videogames. Ele está atento ao que passa na tela. Podemos dizer que a sua consciência está totalmente na tela à sua frente. Ele se esquece de comer, de ir ao banheiro, de tudo. Só existe para ele aquela pequena tela. Tudo se passa fora dele!

Ou observe uma adolescente participando de um festival de rock. O fenômeno é semelhante e o resultado igualmente dramático. Ela como que se integra no espetáculo. Ela não se vê assistindo ao show, ela faz parte dele. Ela renuncia voluntariamente à sua capacidade de pensar e pensa com o grupo, o pensamento não é dela, é o do grupo. Então ela se torna membro de uma manada e age como a manada. Ela não tem consciência de si mesma agindo, ela não se percebe como o agente da ação.

Este alheamento de si mesmo, tornando-se um hábito, pode ter como conseqüência doenças de caráter psíquico.
Por outro lado, uma característica comum a todos os que procuram tratamento psicológico, é a falta de concentração mental, bem como a deterioração da memória e dificuldade de raciocínio. Isto se deve ao “embotamento” da atenção (a faculdade psíquica que deveria ser objeto de desenvolvimento desde a nossa infância), por falta de uso adequado. Para “reverter” a situação, o caminho é a REEDUCAÇÃO DA ATENÇÃO (Pe.Narciso Irala, O controle mental, 1944 – E.P.U).

Admite-se hoje que algumas doenças, especialmente na idade avançada (Halzeimer,por exemplo) poderiam ser minimizadas senão até evitadas, mediante o desenvolvimento de hábitos de concentração mental, como, por exemplo, a resolução de palavras cruzadas.

É tão arraigado em nós o hábito do pensamento disperso que algumas pessoas sentem
extrema dificuldade em manter a sua atenção em um só assunto ou objeto durante ao menos alguns segundos. Seu pensamento está sempre “distante”, como dizem. Outros dizem que certas pessoas estão sempre “no mundo da lua”.

fonte: Durval Gelfi

As terapêuticas holísticas como o Homestase Quântica da Essência, Theta Healing, Comandos Quânticos e etc, podem auxiliar na criação de hábitos de concentração mental. Aprendemos assim a dirigir a nossa atenção constantemente, sem nenhum esforço, para os objetos de nosso interesse. Eliminando por meio das terapêuticas o hábito do pensamento disperso, causa principal do estresse.

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