Tratando o Tai Chi Chuan como uma arte marcial

Tai Chi Chuan como Arte Marcial

Tratando o Tai Chi Chuan como uma arte marcial com fundamentos taoístas, segue um trecho sobre a Alquimia que busca a natureza essencial do homem, a consciência pura. Para aprofundar a reflexão do Tai Chi Chuan para além de uma prática biomecânica.

“Em uma pessoa comum, normalmente é a consciência que comanda a força vital e é a força vital que sustenta a consciência. Mas a força vital da pessoa, por si, não possui consciência, e a sua consciência, em si, não tem força vital. O alquimista, como resultado da sua prática, aspira a fusão dos dois. Espera chegar ao ponto que sua consciência seja, neste momento, a própria força vital, e a força vital a própria consciência.

É como se cada célula, cada miligrama de energia do seu corpo possuísse consciência. Por exemplo, o dedinho da sua mão não pensa, quem pensa e manda é o cérebro. Imagine como seria se o polegar pensasse, a unha também, e não só a unha, mas cada célula que compõe a unha! E imagine se não fosse somente a célula que pensasse mas também a energia que faz com que a célula esteja viva! Ampliando para o corpo inteiro, de repente tudo pensaria de uma forma universal, tudo possuiria consciência universal e pura. Neste momento a dualidade estará anulada e não é mais possível distinguir entre consciência de um lado e energia de outro: essa dualidade deixou de existir. A energia é totalmente consciente, consciência pura, a consciência é absolutamente energética, energia pura. A energia está em toda parte do universo e, através da energia como ponte, sua consciência é capaz de observar todo universo. Se sua consciência pode chegar a toda parte do universo através da energia, é porque sua energia possui consciência e se conecta com tudo. É nessa hora que a sua consciência alcança a plena iluminação, a plenitude da consciência. É como se a ela se ampliasse infinitamente, para toda parte. Esse é o momento da perfeita iluminação.”

(Wu Jyh Cherng – Trecho do livro – Iniciação ao Taoísmo – Vol. 2 – RJ, Editora MauadX, 2006, pp 54-5.)

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